“O dia famoso da soirée dos Cohens, ao fim dessa semana tão luminosa e tão doce, amanheceu enevoado e triste”, mau agoiro que acaba por se confirmar quando Ega, vestido a rigor de Mefistófeles, irrompe pelo quarto de Carlos com a terrível notícia de que Cohen o escorraçara de casa ao descobrir o seu romance com Raquel. Tamanha ofensa deixa Ega consumido pela cólera e pensa já em bater-se num duelo com “aquele malvado”.Somos apanhados totalmente desprevenidos por esta atitude romântica de Ega, que sempre se intitulara realista, e pela derradeira frase em que resume todo aquele amor romântico “-Sinto-me como se a alma tivesse caído a uma latrina! Preciso de um banho por dentro!”
Uma “péssima estreia” para Ega, que é escorraçado de Lisboa para Celorico cheio de dívidas e caído no ridículo.
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