sábado, 1 de setembro de 2007

Do Início ao Fim

Eis que a personalidade de Dâmaso se começa a revelar. Despeitado, por, segundo ele, ter sido preterido em favor de Carlos, começa a usar o boato o falatório como arma de vingança. Fala de Carlos e Maria Eduarda nos locais públicos de forma insultuosa.
Este episódio desperta a veia romântica de Carlos que, ao sentir a sua “deusa” insultada, vê só a morte de Dâmaso como solução. Também por amor desiste da ideia, afinal eram já quase as onze e tinha de ir ver a casa que, no dia seguinte, Maria Eduarda ia visitar, em prol de umas bengaladas em pleno Chiado.
Depois assistimos à tentativa frustrada de Alencar de se modernizar, dando um toque naturalista aos seus poemas românticos, como se dizer que “um burro pensativo pasta” fosse suficiente para tornar um texto realista.
É tempo de conhecer a quinta do Craft para onde Maria Eduarda se mudará. Inicialmente, parece um perfeito recanto natural, mas a excentricidade de Craft rapidamente se faz notar nos objectos que a decoram: a cor do leito e das cortinas; os amarelos excessivos; um painel com a cabeça degolada de São João Baptista, num prato de cobre; uma agoirenta coruja empalhada; um ídolo japonês de bronze... Todos estes objectos se somam ao luxo dos outros móveis e tapeçarias e adquirem uma carga negativa muito forte, que parece prenúncio da desgraça que recairá sobre o casal que agora se passeia à descoberta de um ninho.
Paralelamente a este episódio de felicidade ocorre um desastre com a Gouvarinho. Inesperadamente a condessa, em mais um acto de amor, aparece no Ramalhete cheia de ciúmes da “brasileira”, Carlos na sua indignação foi brutal e logo ali a frio terminou aquele romance.

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