Neste livro Eça dá-nos a conhecer uma importante família da sociedade portuguesa do séc. XIX – os Maias – ao longo de três gerações, com destaque para a última, entrelaçando esta história com episódios que desvendam o ambiente social que caracterizava a época.
A desgraça que acompanha esta família inicia-se com a partida para o exílio em Londres de Afonso da Maia onde a sua mulher, Maria Eduarda Runa, desgostosa de estar longe de Portugal, se dedica por completo ao seu único filho – Pedro -, que é educado tradicional e religiosamente pelo padre Vasques entre luxos e mimos das criadas, o que o torna uma criança medrosa, nervosa, fraca, melancólica e com a alma adormecida e passiva.
A morte da mãe deixa Pedro inconsolável, tendo recuperado apenas quando se apaixona perdidamente por Maria Monforte, filha de um negreiro, com quem acaba por casar apesar da declarada oposição do pai.
A vida parece sorrir a Pedro da Maia, com uma linda mulher a seu lado, dois filhos encantadores para criar – Maria Eduarda e Carlos Eduardo – e a reconciliação com o pai à vista. Mas, sem aviso, Maria Monforte foge com Tancredo – um italiano que Pedro ferira acidentalmente e havia acolhido em sua casa - levando consigo a pequena, deixando-lhe o filho e um desgosto que só encontra fim no suicídio. (pág.52 - “A madrugada (…) mão”)
Afonso procura a neta, e as informações que recebe sugerem que a criança morrera. Dedica-se, então, à educação daquele que já se tornara o seu maior orgulho – Carlos.
Os anos vão passando, Carlos vai crescendo na Quinta de Santa Olávia, onde recebe uma educação inglesa, que em tempos Afonso sonhara dar ao seu próprio filho, e torna-se um belo médico, conhecido e respeitado por toda a sociedade.
Quando Carlos regressa a Portugal, depois da longa viagem de fim de curso, os Maias mudam-se para uma sua propriedade em Lisboa - “O Ramalhete” – cujo nome tem origem num painel de azulejos com um ramo de girassóis.
Nesta cidade, Carlos vai frequentar um espaço social, onde desfilam personagens que representam este universo e participa em diversos eventos que permitem caracterizar a sociedade burguesa do século XIX. É o caso do Jantar no Hotel Central, das Corridas no Hipódromo, do sarau no Hotel da Trindade, entre outros.
Um simples olhar numa rua lisboeta é o suficiente para o jovem Maia se apaixonar por Maria Eduarda, e é em busca desse amor que corre Lisboa e Sintra, numa demanda que se revela infrutífera. (pág.243 - “Sintra (…) sossegava…”) Acaba por falar com ela pela primeira vez como médico, e desde aí os seus encontros não mais pararam, rodeados por uma felicidade sem fim.
Mas esta parece escapar por entre os dedos dos Maias e, quando tudo parecia perfeito e que nada os conseguiria separar, uma terrível carta traz ao de cima o sofrimento há muito enterrado, deita por terra a felicidade tantas vezes desenhada por Carlos e Maria Eduarda quer na Toca quer na Rua de São Francisco e desencadeia a tragédia, consumada na morte de Afonso da Maia, que não resiste à desonra do neto.
Maria Eduarda parte e Carlos sai também do país, ao qual regressa dez anos depois. Encontra-se com Ega e os dois percorrem os espaços lisboetas que conheciam e que hoje os desiludem mais. Concluem que sempre foram românticos e correm desesperadamente para apanhar o americano que os levará a um jantar...
A desgraça que acompanha esta família inicia-se com a partida para o exílio em Londres de Afonso da Maia onde a sua mulher, Maria Eduarda Runa, desgostosa de estar longe de Portugal, se dedica por completo ao seu único filho – Pedro -, que é educado tradicional e religiosamente pelo padre Vasques entre luxos e mimos das criadas, o que o torna uma criança medrosa, nervosa, fraca, melancólica e com a alma adormecida e passiva.
A morte da mãe deixa Pedro inconsolável, tendo recuperado apenas quando se apaixona perdidamente por Maria Monforte, filha de um negreiro, com quem acaba por casar apesar da declarada oposição do pai.
A vida parece sorrir a Pedro da Maia, com uma linda mulher a seu lado, dois filhos encantadores para criar – Maria Eduarda e Carlos Eduardo – e a reconciliação com o pai à vista. Mas, sem aviso, Maria Monforte foge com Tancredo – um italiano que Pedro ferira acidentalmente e havia acolhido em sua casa - levando consigo a pequena, deixando-lhe o filho e um desgosto que só encontra fim no suicídio. (pág.52 - “A madrugada (…) mão”)
Afonso procura a neta, e as informações que recebe sugerem que a criança morrera. Dedica-se, então, à educação daquele que já se tornara o seu maior orgulho – Carlos.
Os anos vão passando, Carlos vai crescendo na Quinta de Santa Olávia, onde recebe uma educação inglesa, que em tempos Afonso sonhara dar ao seu próprio filho, e torna-se um belo médico, conhecido e respeitado por toda a sociedade.
Quando Carlos regressa a Portugal, depois da longa viagem de fim de curso, os Maias mudam-se para uma sua propriedade em Lisboa - “O Ramalhete” – cujo nome tem origem num painel de azulejos com um ramo de girassóis.
Nesta cidade, Carlos vai frequentar um espaço social, onde desfilam personagens que representam este universo e participa em diversos eventos que permitem caracterizar a sociedade burguesa do século XIX. É o caso do Jantar no Hotel Central, das Corridas no Hipódromo, do sarau no Hotel da Trindade, entre outros.
Um simples olhar numa rua lisboeta é o suficiente para o jovem Maia se apaixonar por Maria Eduarda, e é em busca desse amor que corre Lisboa e Sintra, numa demanda que se revela infrutífera. (pág.243 - “Sintra (…) sossegava…”) Acaba por falar com ela pela primeira vez como médico, e desde aí os seus encontros não mais pararam, rodeados por uma felicidade sem fim.
Mas esta parece escapar por entre os dedos dos Maias e, quando tudo parecia perfeito e que nada os conseguiria separar, uma terrível carta traz ao de cima o sofrimento há muito enterrado, deita por terra a felicidade tantas vezes desenhada por Carlos e Maria Eduarda quer na Toca quer na Rua de São Francisco e desencadeia a tragédia, consumada na morte de Afonso da Maia, que não resiste à desonra do neto.
Maria Eduarda parte e Carlos sai também do país, ao qual regressa dez anos depois. Encontra-se com Ega e os dois percorrem os espaços lisboetas que conheciam e que hoje os desiludem mais. Concluem que sempre foram românticos e correm desesperadamente para apanhar o americano que os levará a um jantar...
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